O ex-comandante militar Gadi Eisenkot foi encarregado pelo presidente israelense Isaac Herzog de tentar formar um novo governo após eleições que não resultaram em uma maioria clara. As legislativas de 27 de outubro deixaram o Parlamento sem um partido dominante, com Netanyahu, líder do Likud, tendo apenas 46 deputados. Eisenkot, líder do partido Yashar, tem 28 dias para apresentar uma proposta de governação.
Eisenkot, que é o principal rival de Netanyahu, defende a formação de um governo de ampla base. Ele afirmou que é "imprescindível formar um governo de emergência nacional". Apesar do encarregamento, Netanyahu não apoia a formação de um governo com partidos árabes, que podem ser decisivos. O ex-líder das Forças Armadas tenta evitar uma nova eleição, que seria uma derrota para Netanyahu.
A situação reflete a polarização política no país. Netanyahu, que já governou por mais de uma década, enfrenta pressão para renunciar. Eisenkot promete frear assentamentos e conter ataques de colonos, mas se opõe à criação de um novo Estado palestino. A formação de um governo está em aberto, com o risco de novas eleições se a tentativa de Eisenkot falhar. A tensão política continua, com o país dividido entre partidos e blocos ideológicos.


























