A temperatura média em Portugal registrou um aumento significativo nos últimos anos, segundo dados do Instituto Português do Ambiente. Especialistas alertam que este aquecimento está a criar condições ideais para o desenvolvimento e a propagação de vetores como mosquitos e carrapatos. O Professor José Lourenço, especialista em saúde pública, explica que as mudanças climáticas e os fenómenos extremos estão a contribuir para esta tendência.

Os vetores estão a expandir-se para áreas que antes não eram afetadas, o que eleva o risco de doenças transmitidas por eles. O professor destaca que a vigilância é essencial, especialmente durante o verão, quando as temperaturas são mais altas e a atividade dos vetores aumenta. Ele alerta que sinais como picadas frequentes ou feridas não cicatrizantes devem ser levados a sério.

O aumento da presença de vetores tem sido observado em várias regiões do país, incluindo áreas rurais e urbanas. A prevenção, segundo o especialista, depende da colaboração de todos, desde a eliminação de criadouros até à utilização de repelentes e roupas adequadas. A situação exige uma atitude proativa, já que a prevenção é mais eficaz do que o tratamento de doenças já instaladas.