A pesquisa publicada pelo analisa como a doutrina da guerra foi apresentada nas crónicas medievais portuguesas, revelando como essas narrativas ajudaram a legitimar o Estado. O estudo, intitulado “E ganhou todo o Portugal por suas armas”, explora a relação entre a narrativa histórica e a construção da identidade nacional.
As crónicas medievais, muitas vezes escritas por clérigos ou nobres, desempenharam um papel crucial na formação da memória coletiva e na justificação da autoridade política. O autor destaca que a ideia de que a guerra era uma forma legítima de expansão e defesa do território foi amplamente difundida.
Essa abordagem tem raízes na Idade Média, quando a legitimidade do poder era frequentemente associada à capacidade de manter a ordem e expandir o domínio. O estudo também aponta para a influência das narrativas sobre a conquista de territórios e a submissão de povos, que ajudaram a consolidar uma visão de Portugal como uma nação forte e organizada.
O tema é relevante para compreender a construção histórica da identidade nacional e como as narrativas de guerra foram usadas para justificar ações políticas e militares. A pesquisa sugere que essas ideias continuam a influenciar a percepção do passado e a construção do presente.



















