Friedrich Merz, chanceler da Alemanha, anunciou que deixará o cargo até o final do ano, após o partido CDU sofrer uma derrota histórica nas eleições regionais de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental. Segundo Leif-Erik Holm, dirigente do AfD, o "crepúsculo do chanceler começou", e Merz "não chegará certamente ao final do ano". O AfD conquistou 37,9% dos votos, um aumento de mais de 20 pontos em relação a 2021, enquanto o CDU sofreu uma das piores performances eleitorais da história.
A vitória do AfD na região reforça o avanço da extrema direita na Alemanha, enquanto a esquerda avança em Berlim, onde o Die Linke venceu com força. A pressão sobre Merz aumenta com a redução de apoio ao seu partido, que agora enfrenta desafios internos e externos. A situação política se intensifica com a proximidade do encontro entre Trump e Zelensky em Nova Iorque, que pode impactar as relações internacionais da Alemanha.
Milhares de trabalhadores também protestam contra cortes de vagas em montadoras, como a Volkswagen, que reduziu suas projeções financeiras pela segunda vez. A instabilidade no setor automotivo agrava as tensões sociais, enquanto o cenário eleitoral se torna cada vez mais polarizado. A Alemanha vive um momento de profunda transformação política e social.
























