A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, que os países que exportam metano para os 27 Estados-membros terão mais um ano para se adaptarem às regras comunitárias. A declaração foi feita durante um discurso em que a líder europeia rejeitou a possibilidade de subsídios generalizados para enfrentar a crise energética.

Von der Leyen destacou a necessidade de uma abordagem coordenada para garantir a segurança energética da União Europeia. Segundo a presidente, os países que exportam gás natural devem cumprir as normas europeias de forma mais rigorosa. A decisão surge no contexto de uma crescente pressão por parte da Rússia, que tem intensificado suas relações com a Europa, segundo apontou o gabinete de Guerra.

O líder do Partido Socialista, Luís Montenegro, também participou da sessão plenária no Parlamento Europeu. Montenegro pediu uma resposta coordenada contra o aumento do custo de vida, atribuindo a crise energética a conflitos internacionais. Ele salientou a importância de uma política comum para proteger os cidadãos europeus.

A posição de von der Leyen contrasta com a visão de alguns membros do Parlamento, que defendem a necessidade de apoios temporários para os países mais afetados pela crise. A discussão sobre subsídios e regulamentação energética continua a ser um dos temas mais debatidos na União Europeia.