O Papa Leão XIV chegou à França nesta sexta-feira para uma visita oficial de quatro dias, marcada por uma agenda que inclui temas como inteligência artificial, eutanásia e abusos sexuais na Igreja. A viagem, que ocorre após 18 anos sem uma visita de um pontífice ao país, contou com a recepção do presidente Emmanuel Macron no Palácio do Eliseu. Durante o voo, Macron expressou o desejo de "proclamar a paz", enquanto o Papa discursou sobre a necessidade de reconsiderar o desenvolvimento da IA, alertando sobre os riscos de um "paraíso das máquinas".

Na capital francesa, o Papa também defendeu a liberdade de imprensa, comentando o veto de Donald Trump a veículos de comunicação. Ele condenou as armas nucleares e pediu que a França defenda a paz e o multilateralismo na Europa. A visita incluiu encontros com autoridades e manifestações populares, refletindo o interesse público por temas sociais e éticos.

A agenda do Papa também abordou a eutanásia e os abusos sexuais na Igreja, temas que geraram debates em diferentes níveis. Macron, por sua vez, propôs a criação de uma organização internacional para regular a IA, demonstrando uma aproximação entre o poder civil e a autoridade religiosa. A visita reforça a importância de temas contemporâneos em um diálogo entre Estado e Igreja.