William H. Mumler, um gravador de joias e fotógrafo amador em Boston, EUA, tornou-se conhecido no início do século XIX por criar imagens que pareciam mostrar espíritos. Em 1862, durante uma sessão de fotografia, ele revelou um autorretrato e notou uma figura inesperada atrás de si. A imagem mostrava uma jovem que não estava presente no momento da exposição.

Mumler, que já era conhecido por criar fotografias que pareciam incluir figuras não visíveis, acreditava que estava capturando espíritos. No entanto, a comunidade científica da época não acreditava em fantasmas e acusou-o de fraude. Ele foi julgado, mas foi absolvido, pois não houve evidências de que os espíritos realmente existissem.

A história de Mumler é considerada um dos primeiros exemplos de "deepfakes" — imagens manipuladas para criar efeitos sobrenaturais. Na época, não se sabia como ele conseguia incluir figuras mortas nas fotos. Sua prática levantou debates sobre a natureza da realidade e a credibilidade das imagens.

Essa história ilustra como a tecnologia da fotografia, ainda em seus primórdios, foi usada de forma inovadora — e controversa — para criar efeitos que pareciam mágicos ou sobrenaturais. O caso de Mumler mostra como a manipulação visual pode ter raízes muito antigas, antes mesmo da era digital.