O governo francês informou que o número de escolas secundárias fechadas devido aos protestos estudantis diminuiu em comparação com o dia anterior, mas a manifestação continua em várias cidades do país. Segundo o Ministério da Educação, 141 instituições permaneceram fechadas na quinta-feira, enquanto o número caiu para 135 no dia seguinte. As ações dos estudantes, que se concentram principalmente em Paris e outras grandes cidades, envolvem demandas por melhores condições de ensino e redução de custos educacionais.
Os protestos, que começaram há semanas, ganharam força após a divulgação de uma pesquisa que revelou que mais de 60% dos jovens franceses acreditam que o sistema educacional está em crise. As manifestações incluem bloqueios de ruas, ocupações de prédios universitários e protestos em frente a ministérios. Apesar da redução no número de escolas fechadas, a tensão permanece elevada, com autoridades alertando para a necessidade de diálogo entre estudantes e autoridades educacionais.
O movimento estudantil tem raízes em debates sobre desigualdade educacional e aumento de taxas de matrícula. Em 2021, protestos semelhantes levaram a uma revisão de políticas educacionais, mas as demandas atuais são mais amplas e envolvem questões de custo de vida e acesso a oportunidades. As autoridades estão em negociações com representantes estudantis, mas não há uma solução imediata para os desafios enfrentados pelos jovens.




























