Trump anunciou na sexta-feira um acordo com a Dinamarca e a Groenlândia que dá aos Estados Unidos "controlo permanente sobre a segurança" da região. O pacto visa reforçar a presença militar norte-americana no Ártico, segundo informações divulgadas por fontes oficiais. O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, confirmou a existência de um acordo "vinculante" entre os dois países, que inclui a cooperação em matéria de defesa e segurança.

O anúncio foi feito em meio a tensões geopolíticas crescentes na região, com a crescente importância estratégica do Ártico devido ao derretimento do gelo e à exploração de recursos naturais. A Groenlândia, que é um território autônomo da Dinamarca, teria concordado com a proposta, que inclui a instalação de bases militares e a cooperação em operações de vigilância.

O major-general Agostinho Costa, especialista militar da CNN Portugal, analisou o impacto do discurso de Trump sobre a região, destacando a possibilidade de uma nova era de cooperação militar entre os Estados Unidos e a Dinamarca. A Dinamarca, por sua vez, demonstrou cautela e otimismo, reconhecendo o potencial de fortalecer a segurança regional.

O acordo ainda precisa de aprovação formal por parte do governo dinamarquês e da assembleia regional da Groenlândia. A implementação do pacto pode ter implicações significativas para a segurança e a política internacional no Ártico.