O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no domingo um suposto cessar-fogo energético entre a Rússia e a Ucrânia, afirmando que o acordo entraria em vigor imediatamente. A declaração, feita na rede Truth Social, foi recebida com surpresa em Kiev, onde o presidente Volodymyr Zelensky não tinha conhecimento do acordo e o condicionou à interrupção dos bombardeios russos contra a infraestrutura energética ucraniana.
O anúncio de Trump surpreendeu os aliados e não impediu os ataques russos sobre a capital ucraniana. Segundo a informação divulgada, o acordo prevê o fornecimento de 300 mil toneladas de gasóleo russo aos EUA, o que, segundo o ex-banqueiro Mark Carney, dará a Moscovo receitas para financiar a guerra. O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, garantiu que a administração Trump recorrerá a todas as autoridades legais disponíveis para manter o acordo.
A política energética dos EUA foi criticada por Bessent, que acusou os países europeus de continuarem a financiar a Rússia devido à dependência energética. Zelensky, por sua vez, aceitou suspender ataques a refinarias se a Rússia fizer o mesmo, mas apenas após uma trégua condicionada à interrupção dos bombardeios russos contra a infraestrutura energética.
O anúncio de Trump, embora surpreendente, não alterou a realidade militar na Ucrânia, onde os ataques continuam. O presidente ucraniano ainda não confirmou o conteúdo do acordo e mantém a sua posição de que a trégua só será possível se a Rússia também parar de atacar as instalações energéticas.



















