A eleição presidencial brasileira, realizada no domingo, foi contestada por Flávio Bolsonaro, que alega que a prorrogação do horário de votação acrescentou apenas 34,3 mil votos, equivalente a 0,03% do total, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. O ex-presidente, derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva por uma diferença de 4,4 milhões de votos, afirma que a alteração das regras beneficiou seu adversário e exige a anulação das eleições.

Bolsonaro, que liderou o segundo turno com 41,7% dos votos, alega que a extensão do horário de votação favoreceu Lula, que obteve 58,3% dos votos. O ex-presidente também pede uma revisão judicial do processo eleitoral, alegando que houve irregularidades. A medida de prorrogação foi adotada para garantir que mais eleitores pudessem votar, especialmente em regiões com baixa mobilidade.

A disputa eleitoral entre Lula e Bolsonaro foi marcada por tensões e contestações. Em alguns estados, houve empates exatos entre os dois candidatos, como na cidade do Paraná, onde ambos obtiveram o mesmo número de votos. Além disso, parlamentares e líderes políticos expressaram preocupações com a transparência do processo eleitoral.

A eleição brasileira, que teve um grande número de eleitores, foi uma das mais disputadas do país. A disputa entre Lula e Bolsonaro reflete as divisões políticas e sociais do Brasil. A contestação dos resultados eleitorais pelo ex-presidente pode levar a uma nova fase de tensão no país.