A China rejeitou uma proposta da União Europeia (UE) para limitar voluntariamente as exportações de automóveis híbridos para o mercado europeu. A decisão foi anunciada por fontes chinesas, que consideram a proposta como uma forma de protecionismo comercial. A UE, por seu lado, está a estudar a aplicação de uma medida temporária de salvaguarda comercial, que pode ser adotada mesmo sem provas de práticas comerciais abusivas.

A Comissão Europeia acredita que a crescente entrada de carros híbridos chineses no mercado europeu está a afetar a indústria local. Fabricantes europeus argumentam que os carros chineses são mais baratos e competem com modelos locais. A UE tenta, através dessa proposta, equilibrar o comércio e proteger os setores nacionais.

A China, por outro lado, defende que a interdependência entre os dois blocos não representa um risco e que as medidas protecionistas podem prejudicar a cooperação comercial. O país tem crescido rapidamente no setor automotivo, com marcas como a BYD a expandir-se também em Portugal. A UE tenta, com esta proposta, travar a entrada de carros chineses baratos, algo que não conseguiu com as tarifas.

A negociação entre Bruxelas e Pequim está em andamento, com a missão do comissário do Comércio, Maroš Šefčovič, a visitar a China. A UE busca um acordo antes da cimeira de líderes europeus, enquanto a China mantém a sua posição de rejeição. A situação reflete os desafios crescentes no comércio internacional e a busca por equilíbrio entre proteção e cooperação.