Crianças nascidas na Europa em 2025 vão passar mais três anos em condições meteorológicas extremas favoráveis a incêndios, segundo um estudo publicado na Environmental Research Letters. O aumento representa 84% em relação aos anos vividos sob risco de incêndio pelos nascidos em 1950. A maior parte desse aumento, 86%, está associada às alterações climáticas, não ao aumento da esperança de vida.

O estudo analisou dados climáticos e demográficos para prever como as condições ambientais afetam a vida das crianças. Segundo os pesquisadores, a combinação de temperaturas elevadas e secas prolongadas cria cenários propícios a incêndios, impactando diretamente a qualidade de vida. A pesquisa alerta sobre a necessidade de políticas climáticas mais eficazes para mitigar esses efeitos.

A pesquisa também destaca que, mesmo com o aumento da expectativa de vida, o principal fator para o aumento de dias de risco é o aquecimento global. Isso reforça a importância de ações urgentes para reduzir as emissões de gases e proteger as futuras gerações. As crianças de hoje estão mais expostas a condições climáticas extremas do que seus avós, o que exige mudanças significativas nas políticas públicas.