O governo dos Estados Unidos planeia transmitir em direto a execução de Nidal Hasan, um ex-militar acusado de matar 13 pessoas em 2009 na base militar de Fort Hood, no Texas. A execução, que será realizada em dezembro, será a primeira executada por uma fuzilada militar desde 1945. O Pentágono confirmou que a transmissão será feita ao vivo, mas o vice-presidente JD Vance expressou dúvidas sobre a realização do plano.

Vance disse que não assistiria à execução se ela fosse transmitida em direto e questionou se ela realmente aconteceria. A transmissão em tempo real gerou polêmica, com críticos alegando que pode ser uma violação da privacidade e uma exposição desnecessária da morte. Especialistas em pena de morte alertaram que a execução poderia resultar em morte por hemorragia se os tiros não acertarem o alvo.

A execução de Hasan, condenado à morte por um ataque em 2009, é um marco na política de penas nos Estados Unidos. Apesar da decisão do Pentágono, o presidente Donald Trump expressou ceticismo sobre a transmissão ao vivo. A prática de execuções públicas nos Estados Unidos foi suspensa há cerca de uma centena de anos, mas a decisão de reativá-la levantou debates sobre a ética e a aplicação da lei.