Flávio Bolsonaro, senador brasileiro derrotado nas eleições de 2022, e sua família deixaram o Brasil em uma operação secreta com apoio dos governos da Argentina e dos Estados Unidos. A saída ocorreu após uma operação que permitiu a fuga do grupo, segundo informações preliminares. A família, composta pelo senador, pela esposa Rogéria Bolsonaro e pelas duas filhas, Luísa e Carolina, embarcou em um jato privado.
A fuga foi acelerada por uma autorização humanitária concedida ao senador, que permite sua permanência nos EUA por um ano. O benefício foi concedido também à família, permitindo que fique no país até 27 de outubro de 2027. A medida foi vista como uma forma de proteger a família de possíveis perseguições no Brasil.
A saída do senador gerou reações na Argentina, onde a oposição ao governo de Javier Milei pediu explicações sobre a passagem de Flávio Bolsonaro pelo país. O senador chegou à Argentina na noite de terça-feira, 27 de setembro, pela província de Misiones. A investigação sobre a fuga envolve suspeitas de lavagem de dinheiro e contratos públicos de medicamentos na Argentina.
A fuga de Flávio Bolsonaro ocorre no contexto de uma investigação que apura possíveis irregularidades em sua gestão. O senador, eleito em 2018, tem mandato até 31 de janeiro de 2027. A decisão de deixar o Brasil foi vista por sua mãe como uma resposta a "perseguições injustas e arbitrárias". A família raramente aparece nas redes sociais, o que reforça o caráter discreto da saída.





















