A primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi manifestou preocupação com as sanções impostas pelos Estados Unidos ao Tribunal Penal Internacional (TPI), sediado em Haia. A declaração foi feita durante uma reunião bilateral entre os dois países, onde Takaichi reafirmou o apoio do Japão ao TPI e à juíza japonesa Tomoko Akane, que preside o tribunal.

As sanções dos EUA visam impedir que o TPI julgue militares americanos por crimes de guerra. Especialistas, como o pesquisador Vitelio Brustolin, explicam que a posição dos EUA busca evitar que soldados nacionais sejam acusados em jurisdições internacionais. O Japão, por sua vez, mantém relações estreitas com o TPI e tem apoiado suas atividades desde sua criação.

O TPI é responsável por julgar crimes de guerra e crimes contra a humanidade. A relação entre o Japão e o tribunal é histórica, com o país tendo contribuído com recursos e pessoal para o funcionamento do órgão. A posição dos EUA, no entanto, representa uma divergência política entre os dois aliados. A tensão surge no contexto de debates sobre a legitimidade e a eficácia do sistema internacional de justiça.