A Lufthansa adquiriu 49,9% da TAP, com controle sobre a gestão da companhia aérea, segundo uma proposta aprovada. A transação foi anunciada após uma disputa pela privatização parcial da TAP. A empresa alemã ofereceu uma proposta mais alta que a da Air France-KLM, que expressou decepção mas agradeceu o diálogo. A Lufthansa incluiu na proposta um investimento de 500 milhões de euros em uma escola de pilotos no aeródromo de Tancos, além de possibilidade de uso civil da pista. O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, confirmou que a venda foi decidida com base na oferta mais alta e na proposta de ações para o Estado. O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, considerou a entrada da Lufthansa como um negócio positivo para o país. A TAP, que é uma das maiores companhias aéreas portuguesas, passa a ter uma participação minoritária na nova gestão, enquanto o Estado mantém uma participação significativa. A privatização da TAP foi concluída em 14 respostas, com a Lufthansa sendo a vencedora. O Governo admitiu que a pista do aeródromo militar de Tancos poderá ser usada civilmente, o que é uma vantagem adicional para a proposta da Lufthansa. A decisão foi vista como um momento decisivo para a companhia aérea e para a economia portuguesa.