O governo português anunciou que a Lufthansa venceu a concorrência na aquisição de 49,9% da TAP, com uma oferta mais alta e estratégias complementares. O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, considerou que a entrada da Lufthansa como acionista "parece ser um fabuloso negócio para o país". A decisão foi tomada após uma avaliação detalhada das propostas apresentadas pelos concorrentes, incluindo a Air France-KLM, que expressou desapontamento mas agradeceu o diálogo construtivo.

A Lufthansa ofereceu uma proposta mais elevada, além de incluir uma proposta de ações para o Estado e a construção de uma escola de pilotos em Tancos. Essas estratégias contribuíram para a vitória do grupo alemão na corrida pela TAP. O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, confirmou que não tem dúvidas absolutas de que privatizaria 100% da TAP se a decisão dependesse apenas dele.

A privatização da TAP é parte de uma nova política de soberania económica, que visa modernizar a companhia aérea e aumentar sua competitividade no mercado internacional. A venda de 49,9% do capital da TAP representa um passo importante na reestruturação da empresa, que busca equilibrar a participação estatal com a entrada de investidores estrangeiros. A decisão foi anunciada após uma análise das ofertas e uma avaliação dos impactos econômicos e estratégicos para Portugal.

O processo de privatização da TAP foi acompanhado por uma série de debates sobre a viabilidade da venda total da empresa. A entrada da Lufthansa representa uma mudança significativa na gestão da companhia, com controle sobre a gestão da empresa. A nova política de soberania económica busca equilibrar a participação estatal com a entrada de investidores estrangeiros, visando modernizar a TAP e aumentar sua competitividade no mercado internacional.