O ex-secretário de Estado da Saúde António Lacerda Sales foi acusado pelo Ministério Público no caso das gémeas luso-brasileiras, segundo documentos divulgados por vários meios de comunicação. As acusações envolvem a atribuição da nacionalidade às crianças e o tratamento com o medicamento Zolgensma. Os advogados do ex-ministro afirmam que ele não se revê nos crimes acusados.

O Ministério Público também arquivou suspeitas sobre a atribuição da nacionalidade, segundo um documento acessado pela Lusa. No entanto, outras acusações permanecem em aberto, incluindo a participação de outros arguidos. O caso envolve quatro pessoas, incluindo o ex-secretário de Estado, o antigo diretor clínico do Hospital Santa Maria e a mãe das crianças.

A acusação menciona a possibilidade de criminalização de titulares de cargos políticos, segundo uma análise de um advogado. O processo segue em andamento, com o ex-ministro alegando não reconhecer as acusações. As autoridades investigam a relação entre a gestão pública e o tratamento das gémeas.

O Ministério Público continua a analisar os casos e a determinar as responsabilidades, mantendo a investigação aberta. O caso gerou grande atenção pública e debate sobre ética e responsabilidade em políticas de saúde.