O ministro da Administração Interna, Luís Neves, foi nomeado para uma comissão parlamentar de inquérito após o Partido Chega decidir avançar com um novo pedido de constituição da comissão. A decisão foi anunciada por André Ventura, líder do partido, após uma reunião com o deputado Aguiar-Branco. Ventura destacou as discordâncias dentro do partido e garantiu que o objeto da comissão será especificado sem prejudicar a investigação ao ministro.

A nomeação de Luís Neves surge em meio a uma série de debates políticos sobre a transparência e a conduta do governo. A comissão será responsável por investigar possíveis irregularidades relacionadas ao ministro, segundo informações divulgadas por fontes do partido. A decisão reflete a pressão crescente sobre o Executivo para maior fiscalização e responsabilização de seus membros.

O caso envolve uma compensação especial de 230 mil euros concedida a familiares de um militar da GNR morto em serviço, segundo um despacho assinado por Luís Neves. A comissão de inquérito busca esclarecer se houve irregularidades na concessão da compensação. A situação gerou debates sobre a ética e a transparência na gestão pública.

A nova comissão será composta por deputados e poderá incluir membros de diferentes partidos, segundo fontes políticas. A investigação pode ter implicações significativas para o governo e para a imagem do ministro da Administração Interna.