Maricarmen Abascal, uma idosa de 87 anos, faleceu após ser despejada da casa onde viveu por mais de setenta anos, em Madrid, Espanha. A morte ocorreu após 14 dias de hospitalização. A idosa foi despejada no dia 23 de setembro, e o caso tornou-se um símbolo da crise habitacional no país, com aumento de aluguéis e dificuldade de acesso a moradia.

A morte de Maricarmen gerou reações públicas e políticas. Centenas de pessoas homenagearam a idosa em Madri, enquanto ativistas reativaram protestos contra os despejos e a falta de políticas públicas eficazes. O secretário-geral do PSD, Hugo Soares, criticou o ministro da Economia, Mário Centeno, acusando-o de "fraude política e científica", e afirmou que o caso de Maricarmen nunca aconteceria em Portugal.

O caso de Maricarmen Abascal surgiu após um acordo recente entre o governo e sindicatos, que visava proteger moradores em risco de despejo. No entanto, a idosa não conseguiu retornar à casa. A morte reacendeu debates sobre a necessidade de reformas na política habitacional, com pressão por medidas mais eficazes para proteger os mais vulneráveis. A crise habitacional em Espanha tem se agravado nos últimos anos, com aumento de 20% nos aluguéis em algumas cidades e uma taxa de despejos que duplicou em alguns anos. A morte de Maricarmen tornou-se um marco para movimentos sociais que exigem mudanças urgentes.