Netanyahu e seu principal rival, Gadi Eisenkot, ficaram em empate nas eleições legislativas israelenses, sem maioria para formar governo. O primeiro-ministro busca um Executivo de direita sem partidos árabes, que podem ser decisivos para desbloquear o resultado.

As eleições, primeira desde os ataques terroristas do Hamas em outubro de 2023, registraram um recorde de participação. Netanyahu mantém liderança com 72,4% dos votos apurados, segundo dados preliminares. No entanto, pesquisas de boca de urna indicam que não há um vencedor claro, e o país pode entrar em semanas de negociações.

Netanyahu exige um governo "forte e de direita" sem apoio de partidos árabes, que ele considera antissionistas. Ele considerou impensável "colocar Israel em perigo e formar um governo que dependa de partidos árabes antissionistas". A falta de maioria dificulta a formação do governo, e partidos de direita e centro tentam alianças para garantir estabilidade.

A eleição reflete a polarização política em Israel, com o povo israelense sendo impactado pelos ataques do Hamas e pela situação na Palestina. A incerteza eleitoral pode agravar as tensões e afetar a política interna e externa do país.

O cenário político é complexo, e a formação do governo dependerá de negociações entre partidos, com Netanyahu buscando manter o controle e evitar uma coalizão com forças árabes. A eleição marca um momento crucial para a estabilidade e a direção do país.