Israel iniciou uma operação militar de grande escala na Cisjordânia após um ataque que resultou na morte de dois soldados israelitas e ferimentos em três outros. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu anunciou o bloqueio total da região e a retirada forçada de residentes palestinianos. A operação ocorre apenas quatro dias antes das eleições legislativas israelitas.

As Forças de Defesa de Israel (FDI) realizaram demolições em áreas da cidade de Hebron, onde o ataque ocorreu. Netanyahu afirmou que o Exército está preparado para uma operação "numa escala nunca vista desde a Guerra dos Seis Dias". O governo israelita também decidiu fechar a Cisjordânia, alegando que a medida é necessária para evitar "ataques terroristas".

A operação inclui ações contra grupos palestinianos suspeitos de envolvimento no ataque. O comentador da CNN Portugal, José Tomaz Castello Branco, comentou que a reação israelita "já estava totalmente preparada". A morte dos soldados ocorreu durante uma troca de tiros com palestinianos, segundo informações oficiais.

O conflito entre Israel e grupos palestinianos tem intensificado nos últimos meses, com ataques e respostas militares frequentes. A região de Hebron, localizada na Cisjordânia, tem sido um foco de tensão devido à presença israelita e à atividade de grupos armados palestinianos. A operação atual é uma das mais amplas desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967.