O preço das casas em Portugal subiu 41,5% entre 2020 e 2025, tornando-se o país da União Europeia com a maior subida nesse período, segundo dados do Pordata. A subida acumulada desde 2010 foi de 81,9%, colocando o país em terceiro lugar na Europa em termos de aumento de preços imobiliários. A construção de novas habitações cresceu, mas menos de um quarto do que no início do século. A habitação social só supera a Lituânia em termos de disponibilidade.

Dois em três portugueses consideram a habitação uma prioridade para intervenção pública. A maioria dos cidadãos acredita que os custos da moradia condicionam outras despesas. A escassez de imóveis acessíveis tem gerado preocupação entre a população. A situação é agravada pelo fato de que a construção de novas casas não acompanha a demanda crescente.

O aumento dos preços imobiliários em Portugal tem raízes em fatores como a escassez de terrenos, a baixa oferta de novas construções e a demanda elevada, especialmente em áreas urbanas. Além disso, a crise económica internacional e a inflação têm contribuído para a pressão sobre os preços. A situação tem levado a uma maior concentração de renda e dificuldades para a aquisição de imóveis por famílias de baixa e média renda. A habitação tornou-se um dos principais desafios sociais do país.