A polícia francesa utilizou canhões de água para conter manifestantes em Paris, segundo a correspondente da CNN Portugal, Stefanie Palma, que acompanha os protestos na capital francesa. A situação foi descrita como calma, apesar da utilização da força policial.

Os protestos, que ocorreram em todo o país, envolveram centenas de milhares de pessoas, com o Ministério do Interior informando que 410 mil participaram, embora os sindicatos achem que o número real tenha sido o dobro. A violência aumentou em Paris após atos majoritariamente pacíficos em toda a França.

A polícia mobilizou 70 mil agentes para vigiar mais um dia de manifestações devido ao risco de atos de violência e saques. A cidade foi também afetada por uma ameaça de novos protestos, com a atmosfera tensa devido a discursos que geraram instabilidade.

Um atentado terrorista racista, que deixou um morto e cinco feridos perto de Paris, foi atribuído ao ambiente de instabilidade criado por certos discursos. O autor do ato tinha em sua residência o livro "Mein Kampf", escrito por Adolf Hitler. O Presidente francês chamou o ato de "ponto de viragem" no país.

Os protestos, que se intensificaram, geraram uma resposta policial mais agressiva, com o uso de canhões de água para dispersar os manifestantes. A situação permanece em observação, com a possibilidade de novos incidentes.