Professores portugueses são os mais insatisfeitos com seus salários, segundo um estudo da OCDE. Apenas 13,4% dos docentes estão satisfeitos com o seu rendimento, o que coloca Portugal no último lugar entre os países analisados. Esse número é o mais baixo da OCDE, revelando uma situação preocupante para a educação no país.

As condições de trabalho também são criticadas pelos professores. Portugal está perto do fim da tabela em termos de satisfação com as condições de trabalho. Além disso, os educadores em início de carreira perderam 10% de rendimento em uma década, o que pode afetar a qualidade da educação e a retenção de profissionais.

O relatório da OCDE também aponta que a falta de professores é um desafio em vários países. Em Portugal, a insatisfação com os salários e as condições de trabalho pode estar contribuindo para a saída de muitos educadores da profissão. A OCDE sugere que salários competitivos e reconhecimento público são fatores importantes para atrair e reter professores.

O Brasil também figura em posição crítica, sendo o terceiro país com menos professores satisfeitos e o quarto com mais educadores que deixam a docência. Esses dados reforçam a necessidade de políticas públicas que valorizem a educação e melhorem as condições dos profissionais.