Os protestos violentos que sacudiram a França no sábado resultaram em centenas de detenções e danos materiais significativos, segundo informações oficiais. Em Paris, a polícia registrou mais de 855 detenções, enquanto em todo o país, o número ultrapassou as 1.000 pessoas. As manifestações, que começaram como protestos contra o aumento do custo de vida, evoluíram para confrontos com a polícia, vandalismo e saques em várias zonas da capital.
As autoridades informaram que os protestos causaram danos estimados em centenas de milhões de euros, com destruições em zonas comerciais e infraestrutura. Em alguns bairros, barricadas foram construídas e montras de lojas foram quebradas. A polícia utilizou gás lacrimogêneo e jatos d'água para conter os manifestantes. Em Limoges, no oeste da França, um incêndio destruiu parte histórica da prefeitura durante os confrontos, mas foi controlado no domingo.
Os protestos, que tiveram início em setembro como manifestações de apoio a professores em greve, ganharam força e se espalharam por todo o país. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a imigração, acusando-a de ser responsável pelos distúrbios, enquanto o presidente francês, Emmanuel Macron, emitiu uma declaração sobre a situação. A crise social, que envolve aumento de preços e descontentamento com políticas econômicas, continua a alimentar as manifestações.



















