O debate de urgência sobre o custo de vida, agendado pelo Partido Socialista (PS), teve como destaque o confronto entre o líder do PS, António Costa, e o líder do Chega, André Ventura. Durante a sessão na Assembleia da República, Ventura criticou o PS por não ter reduzido o IVA dos combustíveis nos últimos oito anos, acusando o partido de não acreditar em medidas que beneficiem o cidadão. Ventura afirmou que "isto não é uma bandalheira", referindo-se à postura do PS.

O PS, por sua vez, apresentou propostas de resolução e lei para abordar o aumento dos preços dos combustíveis e outros custos de vida. O debate foi marcado por acusações de parte do PSD e do Chega, que criticaram o PS por priorizar interesses políticos em vez de soluções reais. Hugo Soares, do PSD, acusou o líder do PS, José Carlos Carneiro, de defender medidas "a pensar nas sondagens", enquanto Carneiro reagiu às sondagens que colocam o PS em 28%, distante do mínimo necessário para avançar com eleições.

A discussão também envolveu outras figuras políticas, como Pedro Correia, do Chega, que se opôs a uma proposta do PS sobre intervenção municipal no CNEMA. O clima no debate refletiu a polarização crescente entre partidos, com o PS tentando defender políticas de redução de custos e o Chega questionando a eficácia das propostas do PS.