O presidente russo, Vladimir Putin, e o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, acordaram a exportação de diesel russo para os Estados Unidos, após a suspensão da proibição autoimposta pela Rússia às exportações de combustível. O petroleiro, carregado com diesel russo, está a caminho de Nova York, segundo dados de rastreamento marítimo da empresa Kpler. A decisão foi anunciada no início de outubro, durante uma conversa entre os dois líderes.

A Rússia concordou em suspender a proibição às exportações de diesel, permitindo que o combustível seja fornecido a mercados globais, incluindo os EUA. O acordo visa facilitar a logística de combustíveis e pode ter implicações para a economia americana e a política energética internacional. O petroleiro, que partiu de um porto russo, segue rumo ao porto de Nova York, após uma rota que passa pelo Estreito de Gibraltar.

O Kremlin prevê negociações sobre a Ucrânia em novembro, com uma nova rodada de conversas trilaterais entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos. A proposta de acordos de paz foi mencionada como parte das discussões, com a possibilidade de ser discutida em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. A exportação do diesel russo para os EUA representa uma mudança na política energética da Rússia, que, até então, mantinha uma postura mais rígida em relação a exportações de combustíveis.

A suspensão da proibição às exportações de diesel também pode ter impactos no mercado internacional de combustíveis, especialmente com a crise de energia e a dependência de fornecedores. A decisão foi vista como uma tentativa de aliviar as tensões entre as potências e de promover uma nova dinâmica na relação entre Rússia e EUA.