O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva na sexta-feira (16) que suspende sanções contra a Rússia previstas na "Lei Graham", aprovada pelo Congresso americano no mês passado. A medida, que deveria entrar em vigor em novembro, previa tarifas contra países que adquirissem petróleo ou gás russo. A suspensão ocorre antes que as sanções sejam aplicadas e vem em meio a tensões entre Washington e Kiev.
A decisão de Trump foi anunciada após ele ter sinalizado um fortalecimento nas relações com Vladimir Putin. Segundo fontes, o presidente norte-americano acredita que a suspensão atende aos interesses nacionais dos EUA, especialmente em relação ao fornecimento de gasóleo russo, que pode ser uma alternativa para a economia americana.
Além disso, Trump adiou novamente as sanções contra a Rússia, destacando que Moscovo está envolvido em um "acordo energético" com os EUA, que inclui a fornecimento de milhares de toneladas de gasóleo. A suspensão também surge em um momento tenso entre os EUA e a Ucrânia, com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, buscando alternativas para a relação com os Estados Unidos.
A medida foi criticada por alguns analistas, que a veem como uma tentativa de equilibrar a pressão interna e externa sobre a política energética dos EUA. Apesar disso, a decisão reforça a posição de Trump de priorizar interesses econômicos sobre a política internacional.




















