O Tribunal Administrativo de Lisboa autorizou a manifestante Renata Cambra a permanecer no Rossio com uma tenda, decisão que gerou reações entre juristas e ativistas. A decisão foi divulgada na segunda-feira, 2 de novembro, e permitiu que a ativista continue a protestar contra a falta de habitação em condições adequadas. A autorização foi concedida após uma análise do limite das 00:30 para manifestações, que o tribunal considerou não ser "absoluto e automático".
O Ministério Público recorreu da decisão para o Tribunal Constitucional, alegando que a autorização poderia ter implicações para a ordem pública. O advogado Tiago Machado, que representa alguns dos manifestantes, considerou que o efeito suspensivo da decisão seria "contrário à lógica" da decisão do tribunal. A decisão gerou debates sobre a liberdade de manifestação e a responsabilidade do Estado em garantir condições de vida dignas.
A situação surge no contexto de protestos intensos em Lisboa e no Porto, onde ativistas denunciam a crise habitacional. A decisão do Tribunal Administrativo foi vista por alguns como uma vitória para a liberdade e pela justiça, enquanto outros a consideraram uma decisão política que envergonha a instituição. A permanência da tenda no Rossio continua a ser um ponto de discussão entre autoridades e manifestantes.



















