Os israelenses elegeram na terça-feira um parlamento sem maioria clara para o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ou seu principal rival, Gadi Eisenkot. Com 84,5% das urnas contabilizadas, nenhum dos dois candidatos conseguiu a maioria necessária para formar um governo sozinho. Netanyahu mantém o maior partido do país, mas pode perder o poder se a oposição, com deputados suficientes para afastá-lo, se unir. Eisenkot, ex-chefe militar, também não alcançou a maioria, deixando a formação de governo em aberto.
A eleição, marcada pela maior participação popular em mais de um quarto de século, refletiu a polarização política e a complexidade do cenário israelense. A oposição, incluindo partidos árabes, pode ser decisiva para a formação do novo governo. Netanyahu, que busca um Executivo de direita sem partidos árabes, enfrenta obstáculos, enquanto Eisenkot, apesar de ter obtido bons resultados, não tem a força suficiente para liderar sozinho.
As eleições ocorreram após ataques terroristas do Hamas em outubro de 2023, que resultaram em centenas de mortos em Gaza. A campanha foi marcada por discursos de triunfo de ambos os candidatos, mas o resultado ainda é incerto. A contagem dos votos pode levar alguns dias, e a formação do governo continuará sendo um desafio político. A situação reflete a instabilidade do sistema parlamentar israelense, onde coligações são essenciais para governar.
























