Flávio Bolsonaro, senador brasileiro e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, recuou em sua declaração de ser o "verdadeiro presidente eleito do Brasil", após críticas e pressão internacional. Em uma carta divulgada nesta quarta-feira (28/10), ele alterou o texto original, substituindo a expressão "presidente eleito" por "líder do Brasil". A mudança ocorreu após a divulgação de uma versão inicial da carta, que foi considerada golpista e desrespeitosa.
A carta original, publicada após a fuga de Flávio para os Estados Unidos, incluía afirmações de que ele seria o "verdadeiro presidente eleito" e que o processo eleitoral brasileiro foi fraudulento. Ele também mencionou a suposta ajuda de líderes internacionais, incluindo o presidente argentino Javier Milei e o ex-presidente dos EUA Donald Trump, para sua saída do país.
Pedro Venceslau, líder do Partido dos Trabalhadores (PT), alertou que a postura de Flávio pode gerar um "efeito Guaidó", referindo-se ao caso do presidente venezuelano Nicolás Maduro, que foi acusado de tentar manter o poder após eleições contestadas. O PT avalia que a atitude de Flávio pode abrir caminho para sanções ao Brasil.
O senador, que havia dito que não deixaria o Brasil, desembarcou nos EUA após a divulgação da carta. Ele também alterou outras versões do documento, incluindo a retirada de trechos que humilhavam aliados e que sugeriam uma conspiração internacional.
A situação reflete a polarização política no Brasil, onde o Partido Liberal (PL), que apoia Flávio, enfrenta críticas por sua postura. A mudança na carta indica uma tentativa de equilibrar a posição do senador entre a defesa de seus ideais e a pressão por uma imagem mais respeitável. A reação internacional e a opinião pública continuarão a influenciar a trajetória política de Flávio no exterior.



















