Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE), anunciou nesta quinta-feira que deixará o cargo no dia 7 de fevereiro, nove meses antes do previsto. A decisão, anunciada em comunicado oficial, foi justificada pela necessidade de ter uma "voz livre" para discutir questões políticas, algo que, segundo ela, não seria possível enquanto estava no cargo. A presidente destacou que a situação atual exige uma defesa da "verdade", algo que acredita ser diariamente posta em causa.

A saída antecipada de Lagarde vem em meio a uma fase de transição no BCE, onde a nova presidência ainda não foi eleita. A decisão foi recebida com surpresa por analistas e jornalistas, que destacaram a inédita justificativa da presidente. Segundo fontes próximas, Lagarde busca maior liberdade de expressão para atuar diretamente nas eleições presidenciais francesas, onde é cotada como candidata.

A saída da presidente do BCE ocorre em um momento em que o banco mantém a taxa de depósitos em 2,5%, apesar da inflação alta na zona euro. O BCE decidiu não subir os juros novamente, mantendo uma postura de espera. A decisão de Lagarde pode impactar a dinâmica da política monetária europeia, especialmente com a nova gestão no horizonte. A presidente, que já foi ministra da Economia da França, agora busca um novo papel político, com foco nas eleições de 2027.