Flávio Bolsonaro, senador pelo PL-RJ, fugiu do Brasil para os Estados Unidos após ter sido condenado por corrupção e ter perdido a eleição para Lula. A fuga ocorreu na noite de terça-feira, 27, quando ele cruzou a fronteira terrestre com a Argentina e seguiu para Miami. Segundo relatos da polícia federal (PF), investigadores desconfiam que políticos e empresários possam ter ajudado na fuga.
O senador publicou três versões de uma carta golpista em sua conta no Instagram, na quarta-feira, 28. Na carta, ele se declara "líder do Brasil" e afirma que é "o verdadeiro presidente", desafiando a legitimidade do governo eleito. Em uma das versões, ele menciona que "não há mais um Brasil, mas um povo que se levanta", uma frase que já havia sido usada em discursos anteriores.
A fuga de Flávio Bolsonaro ocorreu após ele ter sido ordenado judicialmente para entregar seus passaportes. O governo argentino, liderado por Javier Milei, teria auxiliado na passagem, segundo reportagens da imprensa argentina. O senador agora vive em Miami, sob o guarda-chuva de Donald Trump, enquanto o Brasil enfrenta uma crise política interna.
O movimento bolsonarista, que já enfrenta divisões internas, agora tem que lidar com a ausência de um dos seus principais líderes. Analistas políticos acreditam que a fuga pode enfraquecer o movimento, mas também pode gerar mais polarização. A situação continua em evolução, com a imprensa brasileira e internacional monitorando os próximos passos do ex-senador.

















