Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE), anunciou oficialmente que deixará o cargo no início de 2027, nove meses antes do prazo previsto. A decisão foi divulgada nesta quinta-feira, 29, durante uma declaração em que ela explicou que deseja ter liberdade para expressar-se sobre questões políticas, algo que não é possível enquanto presidente do BCE, devido à necessidade de manter neutralidade.

Lagarde destacou que a saída antecipada é motivada pelo desejo de participar ativamente nas eleições presidenciais francesas, onde pretende usar sua influência para defender a "verdade" e promover políticas que considera alinhadas com os interesses da União Europeia. Ela não confirmou publicamente se irá candidatar-se, mas mencionou que a "voz" de um líder como ela pode ser importante em um momento em que, segundo ela, a verdade é constantemente questionada.

A decisão de Lagarde gerou reações dentro e fora da União Europeia. O BCE, que é uma instituição independente, terá que encontrar uma nova presidente, o que pode acelerar processos de nomeação. A presidente atual deixará o cargo em fevereiro de 2027, o que significa que o novo presidente precisará assumir rapidamente.

Lagarde, que chegou ao cargo em 2019, foi a primeira mulher a presidir o BCE. Durante seu mandato, ela lidou com desafios como a crise da dívida, a inflação e a política monetária em um contexto de divisões políticas na União Europeia. Sua saída antecipada marca um momento de transição importante para a instituição.