A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, anunciou que deixará o cargo no início de 2027, nove meses antes do prazo previsto. A decisão foi revelada durante uma reunião do Conselho do BCE, onde ela destacou a necessidade de uma "voz livre" para defender a "verdade" em um momento em que, segundo ela, a verdade é constantemente questionada.

Lagarde mencionou que o BCE está prestes a enfrentar desafios econômicos significativos, incluindo riscos de queda no crescimento e aumento da inflação na zona do euro. Ela alertou que alguns países têm um nível elevado de dívida, o que pode levar a uma crise futura. Apesar disso, ela evitou comentar especificamente sobre a França, apesar de seu ministro das Finanças ter admitido que a economia do país precisa "demonstrar que se pode curar".

A saída antecipada de Lagarde intensifica a disputa pela sucessão no cargo, que é considerado uma das autoridades monetárias mais poderosas do mundo. Ela também destacou a importância de discutir os efeitos de segunda ordem da alta dos juros e a necessidade de uma abordagem equilibrada para a política monetária.

Antes de sua saída, Lagarde já havia alertado sobre os riscos de uma desaceleração da economia e sobre a pressão inflacionária na região. Sua decisão reflete uma mudança de foco para uma posição mais pública, onde ela pode influenciar a discussão sobre políticas econômicas a nível global. A nova liderança do BCE ainda não foi definida, mas a transição está prevista para ocorrer no início do próximo ano.