Manifestações contra o aumento do custo de vida e pela defesa dos serviços públicos e aposentadorias mobilizaram milhares de pessoas em França, Espanha, Itália, Bélgica e Albânia. Em França, as manifestações culminaram na detenção de mais de mil pessoas, segundo relatos da imprensa local. A polícia utilizou canhões de água e gás lacrimogéneo para conter os protestos, que incluíram saques e incêndios em algumas cidades. Em Barcelona, cerca de uma centena de manifestantes, alguns encapuzados, foram detidos após saquearem lojas e incendiarem mobiliário urbano na praça da Catalunha.

Em Itália e Albânia, também houve confrontos entre manifestantes e forças de segurança. Em França, a polícia relatou que as manifestações foram organizadas por grupos que reivindicam melhorias nos serviços públicos e combate à corrupção. Em Portugal, milhares de pessoas marcharam em Lisboa e Porto, com estimativas de 25 mil participantes em Lisboa, embora a polícia tenha desvalorizado o número. O movimento Acampada promete continuar nas ruas, com ações em várias cidades.

As manifestações são parte de um movimento europeu mais amplo, que se intensificou nos últimos meses. A pressão sobre os governos aumenta com o aumento dos preços dos bens essenciais e a percepção de que a corrupção afeta a qualidade de vida. Em vários países, os protestos incluem reivindicações por greve geral e ações de ocupação de espaços públicos. A situação reflete uma insatisfação crescente com as políticas econômicas e a falta de resposta eficaz às necessidades da população.