André Ventura, líder do partido Chega, admitiu ter sido envolvido em um esquema que permitiu a fuga de Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, após a derrota nas eleições presidenciais. O líder do Chega foi questionado sobre a situação, e confirmou que estava "tramado" por uma operação que envolveu aliados políticos e figuras externas.

Nunes Marques e André Mendonça, ministros indicados ao Supremo Tribunal Federal pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, tentaram se afastar de Flávio Bolsonaro após a divulgação de uma carta de teor golpista. O senador, que perdeu as eleições, tentou contestar os resultados com uma carta que incluía elementos que geraram críticas.

Alguns aliados de Flávio Bolsonaro acusaram a inteligência artificial ChatGPT de ter contribuído para a elaboração de versões da carta golpista. Uma versão antiga da carta utilizou um brasão com a denominação "Estados Unidos do Brazil", com "Brasil" escrito com "z", um elemento que gerou debates sobre a legitimidade do documento.

A fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil foi facilitada por um jato providenciado por Jason Miller, conselheiro do presidente americano Donald Trump. O senador voou da Argentina para Miami, onde se encontra em situação de fuga após a derrota eleitoral. A situação levanta questões sobre a influência de figuras políticas internacionais na política brasileira.