Manifestantes que se reuniam há dias no Rossio, em Lisboa, encerraram a manifestação hoje, às 00h30, sem incidentes. Os participantes estão a desmobilizar-se, após uma noite sem acampamento, decisão tomada para evitar exposição ao frio.
A assembleia popular dos manifestantes votou contra a permanência na praça ao relento, optando por trocar o Rossio por Marvila, onde pretendem acampar. A decisão surge após o caso de uma viúva despejada pelo município de Lisboa, que gerou reações públicas.
Os manifestantes realizaram ainda um minuto de silêncio em conchinha, uma prática simbólica que marcou a última noite de protesto. A manifestação, que se concentrava no centro da cidade, visava denunciar a crise habitacional e pressionar as autoridades locais.
A situação reflete um movimento crescente de protestos em Lisboa, com foco na habitação acessível. A decisão de não acampar na praça indica uma adaptação às condições climáticas, mantendo a pressão política sem expor os manifestantes a riscos desnecessários.
A crise habitacional em Lisboa tem gerado debates públicos e mobilizações, com a comunidade a exigir medidas urgentes para proteger os direitos dos cidadãos. A última manifestação no Rossio é um exemplo da persistência dos movimentos sociais na cidade.



















