Manifestantes em Lisboa decidiram voltar a acampar no Rossio após a Polícia de Segurança Pública (PSP) autorizar a permanência no local. A decisão foi tomada após uma assembleia popular da Acampada de Lisboa votar a favor de uma proposta para pernoitar na praça. Os manifestantes, que passaram a noite no Rossio, perguntaram a agentes da PSP se poderiam ficar no local, e a resposta foi positiva, desde que largassem as tendas e mantivessem o ruído no mínimo.
A PSP ordenou, na manhã de terça-feira, que os manifestantes desmontassem as tendas instaladas às 7h00. No entanto, mais de 300 pessoas votaram a favor de continuar a acampar, optando por dormir ao relento pelo direito à habitação. A concentração ocorreu sob vigilância policial e acontece após dezenas de tendas terem sido removidas e 55 manifestantes terem sido detidos na véspera.
A situação no Rossio é parte de um movimento de protesto que busca maior visibilidade para questões sociais e habitacionais. A PSP autorizou a permanência, mas com condições claras, incluindo o desmonte das tendas e o controle do ruído. Os manifestantes, que se autodeclararam como "acampados", mantêm uma postura organizada e deliberada, tentando equilibrar ações de protesto com a legalidade.
A decisão de voltar a acampar reflete a persistência do movimento, que busca não apenas espaço físico, mas também reconhecimento social e político. A praça do Rossio, um dos pontos centrais de Lisboa, tornou-se um palco de tensão e diálogo entre manifestantes e autoridades. A situação continua em observação, com a PSP monitorando a conformidade com as condições estabelecidas.





















