Manifestantes no Porto acusaram a PSP de agressão durante uma manifestação pela habitação, enquanto o partido Chega classificou a intervenção policial como correta. A noite de quarta-feira foi marcada por confrontos entre agentes de polícia e ativistas, que alegavam agir de forma pacífica.

Segundo testemunhas, a PSP utilizou força que, segundo os manifestantes, não era proporcional às ações realizadas. Sérgio Bastos, membro do movimento pela habitação, afirmou que a polícia aplicou uma carga que ultrapassava o necessário. A tensão aumentou com a utilização de equipamento de contenção, que gerou reações de protesto entre os participantes.

A advogada Ana Rita Duarte Campos destacou que o uso da força deve seguir critérios de proporcionalidade e que eventuais excessos podem resultar em processos criminais. O partido Chega, por outro lado, considerou que a atuação da polícia foi legítima e necessária para manter a ordem.

A manifestação, que pede melhores condições de habitação, tem origem em um aumento de custos e escassez de moradias. A situação reflete um conflito crescente entre os moradores e as autoridades locais, com debates sobre a legitimidade do uso da força e a eficácia das medidas policiais.