A Polícia de Segurança Pública (PSP) interveio durante a madrugada de quinta-feira na Praça D. João I, no Porto, para remover um acampamento de manifestantes que protestavam pelo direito à habitação. O movimento denuncia 37 feridos, dois dos quais em estado grave, enquanto a PSP afirma não ter registos de vítimas.

A operação policial ocorreu após a PSP ter emitido ordens de retirada do local, segundo o movimento "Manifestantes pela Habitação". O advogado Tiago Machado, que representa os manifestantes, afirma que não houve menção a uma retirada das tendas e que a violência surgiu de forma inesperada. Segundo o movimento, a PSP utilizou força excessiva, incluindo o uso de bastões e gás lacrimogéneo, resultando em lesões graves.

A PSP justifica a intervenção como "proporcional" e afirma que as ordens foram legais e legítimas. O ministro Luís Neves, responsável pela PSP, alerta que as ordens legais devem ser cumpridas com a necessidade de reestabelecer a ordem. A Amnistia Internacional alerta para o possível uso de força excessiva e pede uma investigação sobre a atuação da polícia.

A situação surge num contexto de tensão crescente entre manifestantes e autoridades, com protestos frequentes em relação ao custo da habitação e à falta de soluções habitacionais. O movimento rejeita a versão da PSP e mantém a sua posição de que a violência foi desencadeada pela polícia. A investigação sobre os incidentes está em curso, mas nenhuma conclusão foi divulgada até ao momento.