Manifestantes que protestam contra a crise habitacional na Praça D. João I, em Porto, entraram em conflito com a polícia durante a madrugada de quinta-feira. A PSP interveio para retirar as tendas que os manifestantes haviam instalado na praça, resultando em dezenas de feridos. O movimento denunciou 37 feridos, dois dos quais em estado grave.
A manifestação começou na sexta-feira, com centenas de pessoas reunidas na praça para protestar contra o aumento dos preços da habitação. Os manifestantes ocuparam as ruas adjacentes e instaram a Câmara do Porto a tomar medidas contra a crise habitacional. O presidente da Câmara do Porto, eleito pela coligação, afirmou que a praça não é um local para acampar e que a autarquia será "absolutamente implacável" com qualquer tentativa de colocação de tendas.
Os protestos, que se prolongaram durante vários dias, incluíram críticas ao presidente da Câmara e pedidos de demissão. Durante a madrugada de quinta-feira, a polícia tentou remover as tendas, levando a confrontos e ferimentos. A polícia não confirmou o número de vítimas, mas o movimento denunciou o elevado número de feridos.
A crise habitacional tem sido um tema de discussão constante em Portugal, com aumentos significativos nos preços e na falta de moradias acessíveis. As manifestações na Praça D. João I são parte de um movimento maior de protesto contra as políticas habitacionais do governo. A situação continua a gerar tensão entre manifestantes e autoridades locais.























