A Polícia de Segurança Pública (PSP) interveio durante a madrugada de quinta-feira, 15 de outubro, na Praça D. João I, no Porto, para dispersar manifestantes que protestavam pelo direito à habitação. A operação resultou em dezenas de feridos, segundo o movimento social que organizou o protesto. A PSP confirmou a intervenção e mencionou a "resistência" dos manifestantes, mas não confirmou o número exato de feridos.

Segundo fontes do movimento, 37 pessoas foram feridas, duas delas em estado grave. A PSP informou que não tem indicação de vítimas, mas reconheceu que houve confrontos. Rita Silva, da plataforma Casa para Viver, criticou a atuação da polícia e afirmou que os manifestantes estavam a colaborar com a PSP quando lhes foi pedido que retirassem as tendas.

A intervenção ocorreu após uma noite de protestos no centro da cidade, onde os manifestantes estavam a ocupar a praça com tendas e cartazes. A PSP alegou que a atuação foi necessária para garantir a ordem pública e evitar danos materiais. A plataforma Casa para Viver pediu explicações à MAI sobre os fundamentos da intervenção.

A situação é parte de um movimento maior de protestos em Portugal, que envolve questões de habitação e desigualdade social. A PSP tem sido criticada por sua atuação em manifestações recentes, com denúncias de uso excessivo de força e falta de diálogo com os manifestantes. O caso pode gerar uma nova onda de debates sobre a relação entre autoridades e movimentos sociais no país.