Manifestantes reuniram-se na Praça D. João I, no Porto, na noite de quinta-feira, 15 de outubro de 2026, para protestar contra a crise habitacional e a violência policial. A concentração, convocada pelos organizadores da acampada do Porto pela habitação, contou com cerca de 2500 participantes. Os manifestantes pediram a demissão do vereador Pedro Duarte, acusado de usar métodos autoritários contra os protestos.
A manifestação ocorreu após uma madrugada de tensão, durante a qual a polícia disparou balas de gás e utilizou equipamento de contenção, resultando em 39 feridos, dois dos quais graves. A organização do protesto destacou que os manifestantes foram alvo de carga policial, o que gerou forte reação. Durante a manifestação, os participantes exigiram mais transparência e políticas públicas que garantam acesso à habitação.
A polícia, por sua vez, informou que a operação foi necessária para garantir a ordem pública e que os agentes não sofreram ferimentos graves. O movimento de protesto, que começou há uma semana, tem como objetivo pressionar a administração local para mudanças nas políticas habitacionais. Os manifestantes não desistiram da ação, mesmo após a intervenção policial, reforçando seu pedido de demissão de Pedro Duarte.
A situação reflete um aumento de protestos em Portugal contra a crise habitacional, com manifestações em várias cidades. A tensão entre manifestantes e autoridades persiste, com denúncias de violência policial e falta de diálogo. A situação está em análise pelas autoridades, que prometem uma resposta às reivindicações dos protestos.
























