A PSP interveio durante a madrugada de quinta-feira na Praça D. João I, no Porto, para dispersar um protesto pelo direito à habitação. O movimento Acampada do Porto pela Habitação denunciou 37 feridos, dois dos quais em estado grave. A polícia afirma não ter registos de vítimas.

Testemunhas relatam que a intervenção da PSP foi marcada por violência, com agressões físicas contra manifestantes. Sérgio Bastos, membro do movimento, afirmou que a ação do corpo de segurança foi desproporcionada. "Como o nosso método de atuação é pacífico, esperamos que a força que nos seja aplicada seja proporcional à que apresentamos", disse.

O advogado Tiago Machado, que representa os manifestantes, contestou a versão da PSP sobre os acontecimentos. "A ação da PSP é legítima", afirmou o ministro da Administração Interna, mas o movimento acredita que houve excesso de força.

Nas redes sociais, Jorge Pinto pediu explicações ao Ministério da Administração Interna sobre os fundamentos da intervenção policial. A situação gerou controvérsia, com o movimento alemão Justiça alemã condenando dois homens por planearem atentados contra figuras da comunidade judaica, embora isso não esteja diretamente relacionado ao conflito no Porto.

A polícia justifica a ação como necessária para garantir a ordem pública, enquanto os manifestantes acreditam que houve violência policial. A situação continua a ser investigada, com possíveis medidas legais a serem tomadas.