Manifestantes do Porto voltaram à Praça D. João I na noite de quinta-feira, após uma madrugada marcada por violência policial. Cerca de 2500 pessoas reuniram-se no local, pedindo a demissão de Pedro Duarte, líder do movimento de acampamento pela habitação. A concentração ocorreu após uma carga policial que resultou em 39 feridos, dois dos quais graves, segundo contabilização da organização dos manifestantes.

Os protestos, que se iniciaram na semana anterior, estão ligados à crise habitacional na cidade. Os manifestantes, que se encontravam em acampamento na praça, levaram o movimento para a porta da Câmara Municipal. Durante a manifestação, os organizadores pediram a demissão de Pedro Duarte, acusado de usar métodos autoritários.

Um advogado dos manifestantes, Tiago Machado, afirmou que a representante da PSP garantiu que os manifestantes poderiam permanecer no local e que ninguém falou em retirar as tendas. No entanto, a violência ocorrida na madrugada gerou tensão entre as forças de segurança e os protestantes.

A situação ainda não foi totalmente esclarecida. As versões dos manifestantes e da polícia divergem sobre os motivos e a intensidade dos momentos de violência. A polícia não confirmou oficialmente os números de feridos, mas a organização dos manifestantes divulgou uma contagem de 39 pessoas feridas.

A crise habitacional no Porto tem sido um tema de protesto recorrente nos últimos meses. A concentração de manifestantes na praça é parte de um movimento maior que busca pressionar o governo local para melhorar as condições de moradia. A tensão entre manifestantes e autoridades continua a ser um desafio para a cidade.