O Ministério Público realizou buscas na Polícia Judiciária (PJ) nesta quarta-feira, incluindo o gabinete do diretor nacional, Carlos Cabreiro. A operação, inédita na instituição, envolve documentos não assinados e datas que não coincidem. A investigação está ligada a uma denúncia antiga sobre suspeitas de abuso de poder e falsidade de testemunho no processo Football Leaks.

Rui Pinto, um dos envolvidos na denúncia, reagiu à operação, afirmando que o caso "ganhou uma nova vida". O advogado Paulo Sá e Cunha analisou os contornos das buscas, destacando a surpresa com a ação do Ministério Público. O advogado Rogério Alves pediu celeridade nas conclusões, enquanto o sindicato dos Magistrados do MP afastou suspeitas sobre o timing da investigação.

A operação continua em andamento, com a PJ em estado de alerta. A falta de assinaturas e inconsistências nas datas gerou dúvidas sobre a legitimidade dos documentos. O Ministério Público não divulgou detalhes sobre o conteúdo das buscas, mas a investigação pode ter implicações significativas para a instituição.

O caso envolve uma série de contradições, segundo Luís Rosa, que explicou as inconsistências encontradas. A situação gerou reações de diferentes setores, com críticas e apelos por transparência. A operação do Ministério Público é vista como uma nova fase na investigação de irregularidades dentro da PJ.