Manifestantes e policiais entraram em confronto em Paris durante protestos contra o aumento do custo de vida, resultando em cinco pessoas em estado crítico e mais de 400 detenções. As manifestações, que tiveram centenas de milhares de participantes, ocorreram em várias cidades francesas, com destaque para a capital.

Pelo menos 550 mil pessoas foram contabilizadas pelo governo, enquanto os organizadores estimavam até 800 mil participantes. Durante os protestos, a polícia utilizou gás lacrimogêneo e jatos d'água para dispersar manifestantes. Incêndios e saques foram relatados em Paris, com carros queimados e lojas saqueadas.

O presidente Emmanuel Macron prometeu punir os responsáveis pela violência, enquanto o primeiro-ministro acusou grupos de extrema-esquerda de promover os incidentes. O movimento, inspirado nos "coletes amarelos", começou em setembro como manifestações de apoio a professores em greve.

Os protestos, que se intensificaram após o aumento de impostos e custos de vida, geraram tensão nas ruas francesas. A polícia deteve mais de 200 pessoas em Paris, com números que variam entre as fontes. A situação levantou preocupações sobre a gestão da segurança e a resposta governamental.

Os protestos refletem uma crise social crescente na França, com manifestantes exigindo mudanças nas políticas econômicas. A onda de protestos, que se espalhou por várias cidades, continua a gerar debates sobre a legitimidade e a eficácia das medidas do governo.